A Técnica Que Ninguém Revela para Cultivo de Orquídeas In Vitro Simplificada, Aprenda Aqui

Manual Completo de Como Cuidar de Orquideas

O que é :
A Semeadura in vitro consiste na germinação de sementes de orquídea em frascos contendo meio de cultura com os nutrientes necessários ao desenvolvimento de mudas.

Como obter as sementes :
A cápsula da orquídea é formada a partir da fecundação da flor.
A flor da orquídea apresenta uma estrutura chamada COLUNA, formada pela parte masculina e feminina.

As políneas são retiradas e colocadas na cavidade do estigma.
A fecundação pode ser entre plantas diferentes ou na mesma planta ( autofecundação, indicada nos cruzamentos por “ x self “).

Após a fecundação, a flor murcha e o ovário começa a se desenvolver formando uma cápsula que conterá em seu interior milhares de minúsculas sementes. É importante anotar a data da polinização e o cruzamento realizado.

O tempo de maturação da cápsula é variável, mas há alguns indícios do amadurecimento: a cápsula começa a amarelar e/ou rachar longitudinalmente, deixando à mostra as sementes em seu interior.

Como enviar :
1. Cápsula fechada
A cápsula fechada deve ser envolta em papel toalha, identificada com etiqueta contendo código e data da polinização e enviada ao laboratório por sedex .
Não é necessário especificar o cruzamento.

2. Cápsula aberta
Caso a cápsula se rompa, a 1ª. providência a ser tomada é retirar as sementes do interior da cápsula, colocá-las em papel toalha ou coador de papel , identificá-las e enviá-las ao laboratório o quanto antes para evitar riscos de contaminação e perda do potencial de germinação.

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COMPONENTES ORGÂNICOS E EQUIPAMENTOS DE BAIXO CUSTO FACILITAM A REPRODUÇÃO DE ORQUÍDEAS.

Após os trabalhos de Lewis knudson , em 1922 , quando apresentou uma composição de meio de cultura utilizando sais minerais e possibilitou o inicio da reprodução das orquídeas por sementes , diversos autores , partindo dessas experiências originais , surgiram outras formações acrescentando diferentes componentes. Outros sais minerais ,vitaminas e hormônios passaram a fazer parte de inúmeras composições e , também , teve inicio a introdução de ingredientes orgânicos visando melhorar a germinação das sementes de orquídeas.

Em 1962, George Morel, na França, apresentou um outro meio que utilizou para introduzir o cultivo pelo método de cultura de tecidos , ou seja , a clonagem das orquídeas , também denominada mais corretamente como micropropagaçao.

Quando iniciamos o aprendizado de semeadura in vitro , adquirimos todos os sais minerais indicados nos mais tradicionais meios de cultura usados nos laboratórios de biotecnologia. A utilização deles sempre requeria o uso de equipamentos caros e de muita precisão para as pesagens de qualidade mínimas , como 0,00075 mg , e outras que dificultavam muito o seu uso em laboratórios não profissionais. Assim , como procurei, desde o inicio de nossos trabalhos , simplificar a necessidade de utilizar equipamentos caros , como capelas de fluxo laminar, aparelhos de ventilação estéril e pressão positiva , pHmetros profissionais (potenciômetros) , entre outros , fomos alterando, gradativamente , os componentes dos tradicionais meios de cultura. Iniciamos pela substituição dos sais minerais adquiridos em embalagens individuais por adubos líquidos que apresentavam todos os sais minerais indicados na composição de Knudson C e ainda , outros ingredientes mais recentes , incluindo microelementos minerais.

Em seguida, fomos colocando componentes orgânicos , como a água de coco verde , tão indicada por autores mais recentes e sempre definida como elementos complexo de composição rica em sais minerais , vitaminas , hormônios , enzimas e outros compostos ainda não estudados. Pouco a pouco , fomos substituindo os sais minerais por frutas ricas nestes compostos , e a observação da germinação das sementes continuavam melhorando a cada alteração.

Para surpresa nossa , vimos uma publicação com uma matéria enviada por André Luiz Lopes da Silva , do laboratório de cultura de tecidos vegetais , do departamento de biologia da universidade federal de Santa Maria , no rio grande do sul , relatando uma pesquisa que testava os mais tradicionais meios de cultura utilizados nos laboratórios de biotecnologia e a composição que indicamos em nosso primeiro livro, Orquídeas – manual pratico de cultura. Devo assinalar que estes meios testados foi o que iniciamos a substituições de sais minerais PA por adubos e frutas em 1996.

O teste comparativo foi feito com sementes de cattleya tigrina e os meios de cultura selecionados foram os de Knudson. Os dados obtidos foram submetidos a analise estatísticas (de variação e de tukey, ao nível de 5%). Com isso , eles chegaram à seguinte dedução : Os resultados obtidos nessa pesquisa permitiram concluir que a receita com frutas é tão eficiente quanto os meios mais clássicos e superior ao incremento de massa frescas das plantas.
Hoje , depois de inúmeras alterações e testes exaustivos , temos um meio de cultura que chamamos de “ salada de frutas “ pois não utilizamos mais nenhum componente original dos tradicionais meios.

Esterilização do meio de cultura

A necessária esterilização dos frascos com meio de cultura feita em autoclaves ou panelas de pressão para as composições que utilizam sais minerais não altera o potencial desses compostos. Entretanto, frutas usadas como vitaminas, hormônios e enzimas podem perder muito o potencial para os que forem selecionados. Altas temperaturas podem neutralizar a ação desses compostos e a germinação das sementes ser prejudicada. Após inúmeras tentativas conseguimos chegar a um resultado o qual esperamos há muito tempo: eliminar a esterilização a quente e de uma maneira muito simples, como tudo o que estamos alterando em nosso laboratório caseiro , incorporando , ao meio de cultura , alho, cebola e extrato de própolis .

Alho ,cebola e extrato de própolis: Antibióticos e fungicidas alternativos e naturais

Eles são bastante eficientes ,simples , baratos e fáceis de serem encontrados. Há muito tempo temos utilizado caldas de alho e cebola para prevenir e controlar pragas e doenças em nossas orquídeas. Na curiosidade , acrescentamos esses componentes ao meio da cultura que utilizamos para semeadura e meristemas , e o resultado foi surpreendente. Com certeza , é uma experiência que ainda requer mais testes para definirmos as quantidades adequadas a cada caso.

Composição de meio de cultura para semeaduras e meristemas in vitro

Todos os componentes devem ser de cultivo orgânicos , sem agrotóxicos:
1 banana nanica inteira, com casca e semimadura
1 colher de (sopa) bem cheia de mamão
1 tomate
1 xícara (café ) de milho verde
1 copo de água de coco verde
1 xícara (café ) de caldo de batatas
1 colher ( sopa ) bem cheia de abacate
1 colher (chá ) de pó de carvão vegetal
Agar-agar ( 1 dente de alho picado e amassado , 1 rodela de cebola picada e amassada e uma colher de café de própolis ) .
Bater tudo no liquidificador e colocar nos frascos preparados. Fazer a semeadura ou cultivo meristemático em capela do laboratório caseiro.

Sugerimos para leitura:
Manual Completo de Como Cuidar de Orquídeas

Frascos para colocar o meio de cultura

Com a simplicidade desse preparo e não necessitando do calor para a esterilização , abriu-se uma possibilidade de utilizarmos uma variedade de embalagens descartáveis , como garrafas , potes de plástico, entre outros materiais. Só não podemos descuidar da lavagem e da desinfecção das embalagens.
Exemplos de germinação in vitro

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Advertências

Trata-se de uma experiência recentes , já com bons resultados , mas que ainda requer muitos testes para que possa ser indicada para o cultivo in vitro de varias espécies de orquídeas. A intenção do autor é possibilitar outros cultivadores a tentarem , de uma maneira muito fácil , a reprodução de orquídeas e , também pela observação cuidadosa dos resultados , possibilitar o intercambio de opiniões para o desenvolvimento de uma técnica que estará ao alcance de todos que querem ver suas orquídeas prediletas sendo reproduzidas por sementes em um laboratório caseiro.
Os excessos que podem maltratar as plantas

É muito comum a gente ver plantinhas em vasos morrerem por falta de tratamento, mas isso também costuma acontecer devido ao excesso de cuidados. Saiba que o trabalho de manutenção deve ser constante, porém na medida certa. Acompanhe aqui alguns dos erros mais comuns e procure não cometê-los. As chances de ter plantas saudáveis serão maiores!

Não regue demais, pois isso só faz com que as raízes e as folhas apodreçam. Coloque água somente quando o solo estiver ligeiramente seco e não deixe que ela se acumule no pratinho sob o vaso.

° Não use água fria para borrifar ou regar a folhagem. Prefira água na temperatura ambiente, que evita possíveis choques térmicos, prejudiciais até às espécies mais resistentes.

° Não exponha as plantas a correntes de ar frio. Elas só precisam de ambientes bem arejados para manter suas folhagens bonitas.

° Não coloque os vasos, de vez em quando, para tomar ar ou chuva, isso pode provocar uma mudança brusca de temperatura.

° Não lave as folhas diretamente em tanques ou banheiras. O ideal é borrifar água na temperatura ambiente e limpar com um pano bem macio.

° Não mude as plantas de lugar, se elas estiverem bem adaptadas ao local. Assim não precisarão despender energia para se acostumar às novas condições.

° Não aplique indiscriminadamente inseticidas ou adubos. Escolha a fórmula de fertilizante adequada às necessidades de cada planta e use-a conforme as instruções do fabricante, pois o excesso pode queimar as raízes. No caso dos inseticidas, use só quando os métodos de limpeza não resolverem. Sempre respeitando as indicações que acompanham o produto.

Sugerimos para leitura:
Manual Completo de Como Cuidar de Orquídeas

Fonte: sg1orquideas.blogspot.com.br

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