Microorquídeas Conheça mais sobre essas belezas

Manual Completo de Como Cuidar de Orquideas

As fascinantes “MICROORQUÍDEAS”

As microorquídeas passam praticamente despercebidas para os apaixonados pela natureza que adentram as matas brasileiras. É preciso ter olho de gafanhoto para reconhecer essa riqueza quase invisível que vive nas florestas em meio às orquídeas de grande porte. O ambiente natural dessas preciosidades da natureza no Brasil é a Amazônia e a Mata Atlântica, de norte a sul do País. As microorquídeas podem ser vistas através de grande lentes de aumento, e a referência da escala de suas flores é a da cabeça de um palito de fósforo.

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Diferentemente das orquídeas em geral, essas curiosas plantas não possuem pseudobulbos e são ligadas a seus nutrientes pelo caule. Para um olhar mais desatento, podem parecer até mesmo gramíneas, com suas flores menores do que 1 cm. Os principais gêneros conhecidos de microorquídeas são : Pleurothallis, Octomeria e a Stelis.

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Como conservar espécie tão pequena e, de certa forma, desconhecidas pela maioria das pessoas? Os crescentes desmatamentos e as extrações indiscriminadas fazem com que muitas dessas espécies sequer venham a ser classificadas. Suscetíveis a quaisquer mudanças em seu meio ambiente, elas podem sucumbir a uma simples alteração de insolação.

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Em meio da mata da região de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, Sr. Masuji Kayasima tem um santuário dedicado a essas espécies raras e pouco conhecidas. Uma das maiores autoridades em conhecimento de orquídeas e cultivador dessa peculiar natureza microscópica. Sr. Masuji as tem como preciosidade ha pelo menos 25 anos. Fez suas primeiras incursões na mata à procura de plantas raras na década de 1950, começou a cultivas orquídeas quando ainda era adolescente e nada o deteve a continuar.

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Movido por paixão à natureza, o estudioso descobriu sua maior devoção pelas microorquídeas. Muito habilidoso e grande observador do universo, Sr. Masuji reproduziu o ambiente natural dessas maravilhosas plantas em seu bosque particular. Seu viveiro é repleto de grandes lupas, pinças e outros instrumentos que permitem a manipulação da espécie que não podem ser vistas a olho nu. E este verdadeiro santuário. Onde se espera um vaso, está o sabugo de milho. Onde se espera um fio metálico de fixação, está lá a lã e, assim seguem diversas formas de cultivo nada ortodoxas. Com grande humildade, o ecologista conta que descobriu por acaso a serventia do sabugo de milho seco para cultivar as orquídeas. As plantas são amarradas com a lã no centro da espiga e içada em um ripado de bambu utilizado como condutor térmico. Além desse curioso artefato, que dura pelo menos dois anos, o cultivador também utiliza coquinhos, rolhas de cortiça e osso bovinos como substrato para a manutenção de suas plantas.

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Mas nem tudo são flores no cultivo das microorquídeas. Elas são suscetíveis a alguns tipos de larvas, quie podem ser combatidas com inseticidas naturais, como a calda de fumo e o óleo de nin, segundo Kayasima, produto conhecido no mercado, como gafanhotos e besouros, também podem atacar essas orquídeas. Para evitar esses e outro insetos inoportunos, são cultivadas plantas carnívoras que os devoram e piléias, que os repelem. Em sua forma simplificada e, ao mesmo tempo, sofisticada de cultivo, bastante ventilação e temperaturas frias. Comsequemtemente, suas plantas florescem quase o ano todo e são raridades de beleza aviltante.

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Para o cultivo em vasos tradicionais, ele sugere cerâmico colocado em uma bandeja plástica com furos para escoamento da água com substrato de esfagno e fibra de coco. Os polinizadores das microorquídeas são inusitados e noturnos, e os prediletos para a polinização das plantas são as moscas marrons e os morcegos. Já para quem mora na cidade, o orquidófilo aconselha o cultivo dessas plantas num aquário vazio com pedriscos no fundo. O recipiente deve ser semicoberto por um telhado, facilitando a ventilação, e ter uma lâmpada incandescente acessa permanentemente. Os vasos nesse caso de plantio, devem ser de plástico com isopor no fundo, substrato de fibra de coco e furos para escoamento da água.

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Masuji Kayasima também é presidente e fundador da Associação Orquidófila de Mogi das Cruzes (ASSOMOC) e está envolvido no projeto de um livro a ser publicado em breve. O trabalho do cultivador já foi registrado pela televisão japonesa do Hokkido. Em 2004, a exposição internacional de orquídeas dessa cidade, a “Hokkaido World Orchid Show”, exibiu orquídeas raríssimas no Japão e as microorquídeas brasileiras foram a grande sensação, provocando verdadeiro tumulto na enorme quantidade de visitantes do evento. As orquídeas nacionais foram reverenciadas pelos japoneses antes mesmo dos próprios brasileiros as reconhecerem a admirarem.

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Sr. Masuji tem em seu samtuário plantas de gêneros Dryadella, Dichea, Stelis, Pleurothallis, Platysteles, Phymatidium. Além dessas raridades, ele comenta com alegria possuir a menor microorquídea conhecida em todo o mundo: a espécie Barbrodria miersii, cujas flores, segundo o orquidófilo, tem o tamanho de um alfinete. Este ecologista e suas descobertas estão revolucionando o mundo das orquidáceas, além de preservar um segmento de orquídea ainda tão pouco valorizado pela nossa população em geral.

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Por Helena Prates e José Roberto Ciolini
Reportagem José Roberto Ciolini
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 9 nº 42
Fotos : Elisabete Delfini – blogdabeteorquideas.blogspot.com.br

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Um comentário em “Microorquídeas Conheça mais sobre essas belezas

  • 02/08/2015 a 14:10
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    Gostaria de adquirir um livro que fale especificamente sobre micros . Saberiam me indicar algum?

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